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O planeta Terra não perde a sua água para o Universo. Toda a água do nosso planeta obedece a um ciclo: o sol faz evaporar a água da superfície terrestre - oceanos, lagos, rios, piscinas e poças -, formando as nuvens, que devolvem a água na forma de chuvas.
A floresta funciona como uma esponja, ajudando a armazenar a água no solo e devolvendo-a gradualmente para os rios e para a atmosfera.
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Quando a bacia hidrográfica é florestada, a água da chuva é em parte retida pela floresta e liberada vagarosamente para o ambiente. As vazões dos rios aumentam um pouco com as chuvas de verão, que são mais intensas, e no inverno, estação mais seca, as vazões são garantidas pela água liberada lentamente pelas florestas (efeito esponja).
Quando a bacia hidrográfica é desmatada, as vazões dos rios aumentam muito no verão, podendo causando enchentes, e diminuem muito no inverno, quase secando alguns rios.
Quantas vezes achamos que um rio está secando, pois fica meses conduzindo pouca água, e no verão, hora das enxurradas vemos que ele chega a transbordar?
Este efeito é muito agravado com a impermebilização do solo, que impede a absorção da água. Ruas asfaltadas, quintais e até antigos jardins públicos, são pavimentados levando toda a água que cai no solo diretamente para os rios, através dos sistemas de drenagem pluvial.
Em Niterói, por exemplo, metade do antigo Jardim São João foi pavimentada, impedindo a penetração da água no solo. Em cada uma de nossas cidades conhecemos situações parecidas. |
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