A construção de um porto em Niterói começou a se tornar realidade quando, em 1911, o então prefeito da cidade, Feliciano Sodré, encaminhou à Câmara Municipal mensagem nesse sentido.
O porto teria cais curvo, com extremos na Ponta da Areia e porto do Méier; desse ponto, o cais passaria a ser retilíneo até a estação da estrada de ferro, em Maruí. A enseada diminuiria, mas seria convenientemente dragada e o lodo retirado.
Mas somente em 7 de setembro de 1924 era lançada a pedra fundamental das obras projetadas, as quais incluíam aterro com o lodo retirado da enseada e com o material resultante do desmonte parcial do morro da Rua Dr. Celestino, com as terras do morro junto ao Palácio da Soledade, em São Lourenço e, também, com as provenientes do morro cortado pela Rua São Sebastião.
O cais projetado ficaria com 562 metros de comprimento e profundidade mínima de 8 metros, após a dragagem necessária. Para embarcações de menor calado seria construído um cais de 1.629 metros de extensão e 2 metros de profundidade.
Em 1927, inaugurou-se o primeiro trecho de cais com 120 metros e em 1929 ficava pronto o cais de 562 metros e dois armazéns. A Estrada de Ferro The Leopoldina Railway prolongou suas linhas, da estação de Maruí (existente desde 1827) até o novo cais, onde foi construída estação de passageiros, esta aberta ao público em 1930.
O movimento do Porto de Niterói - sempre pequeno -, consistia, principalmente, na exportação de café para o exterior e de açúcar de Campos para portos nacionais. Era utilizado também na importação de madeiras e trigo.
O movimento portuário de Niterói, no entanto, esvaziou-se em quase 50% no período de 1964-1967, com a decadência da economia cafeeira do Norte Fluminense. O setor têxtil, tradicional na economia fluminense, também foi perdendo a competitividade desde então.
Para o setor portuário, a revitalização do Porto de Niterói - com 23.000m² de área aberta e 3.300m² de área coberta -, é estratégica ao desenvolvimento da produção industrial local, em especial a relacionada à indústria de construção e reparo naval, em franco crescimento.
Dois projetos estratégicos desse processo estão previstos para implementação a partir deste ano (2006), como o arrendamento da área portuária à iniciativa privada e a dragagem do canal, com a retirada de cerca de 300m³ de resíduos.
Autoridades federais e do município de Niterói, vislumbram o Porto de Niterói com a melhor infra-estrutura offshore da América do Sul. |