A limpeza da Baía de Guanabara não é uma tarefa só para os governos estadual nem mesmo para os 16 municípios do seu entorno. Ela depende também de uma mudança de atitude de toda a população. Cuidar bem do lixo de sua casa, de sua escola, de seu escritório, para começar. Participar e ajudar na solução da limpeza de sua rua, de seu quarteirão, de seu bairro e de sua bacia hidrográfica.
Procure saber, através da associação de moradores, se há reciclagem do lixo e para onde vai o material que não pode ser reciclado. Todo o lixo jogado nas ruas ou em entulhos, se não devidamente recolhido, vai acabar nas valas e nos rios que vão jogar tudo na Baía de Guanabara.
Observe o interior de um bueiro na rua: aquele lixo, na hora da enxurrada vai acabar na Baía de Guanabara. A água das chuvas não vai para estações de tratamento: vai direto para os canais de drenagem das águas pluviais e conduzidas para os rios ou diretamente para a Baía de Guanabara.
A atividade industrial já foi tida como a grande vilã da poluição das águas da Baía de Guanabara. E, com razão, pois existiam nas suas margens muitos exemplos que ficaram na história: o Curtume Carioca, as fábricas de processamento de pescado, várias indústrias químicas e a própria REDUC - Refinaria Duque de Caxias foram construídas numa época em que não existia a preocupação com o meio ambiente e nem as leis para a sua proteção. Todas operavam jogando seus resíduos na própria Baía ou no córrego mais próximo.
Elas não eram piores nem melhores do que as outras, suas contemporâneas. Era assim que se fazia.
O mundo só acordou para os problemas causados pela poluição por ocasião da conferência de Estocolmo em 1972. E, naquele tempo, a indústria era a maior fonte de poluição da Guanabara. A população da região era a metade do que é hoje e, portanto, os esgotos domésticos também eram em muito menor quantidade.
Na década de 1950 os empresários começaram a se estabelecer na área da baixada da Leopoldina, com a construção da Av. Brasil e da Presidente Vargas. Das 5 mil empresas que existiam em 1950, apenas 15 eram de antes de 1930.
O "boom" industrial na área da Av. Brasil se deve a circunstâncias históricas nacionais, e também por conta da instalação, a partir de 1930 da Companhia Siderúrgica Nacional, que fez com que as indústrias se instalassem na rota Rio-São Paulo. Não é a toa que a qualidade das águas da Baía até hoje é pior na margem oeste, justamente onde deságuam os rios que passam por estas áreas. Até a instalação da CSN, não havia prédios com mais de 5 andares no Brasil e não havia aços planos, matéria prima para muitos tipos de indústrias. Este processo foi responsável pelo salto da população da região Hidrográfica da Baía de Guanabara de 60.000/70.000 há 120 anos atrás para cerca de 9 milhões atualmente.
Não se pode comp
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